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Motoristas de ônibus da cidade de SP entram em greve; rodízio é suspenso
14/06/2022 10:36 em Novidades

Os motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo entraram em greve nesta terça após rejeitarem a proposta de reajuste salarial oferecida pelas empresas do setor. Por conta da paralisação, a Prefeitura de SP decidiu suspender o rodízio municipal de veículos. A CET liberou, no período da manhã, a circulação de carros nas faixas e corredores de ônibus. Durante a madrugada, 46 linhas do noturno, do total de 150, operaram. Em nota, a SPTrans afirmou que o sindicato não cumpriu com a determinação da Justiça, de manutenção de 80% da frota no horário de pico, e que irá cobrar a autuação de R$ 50 mil de multa diária. Usuários enfrentam transtornos desde as primeiras horas da manhã. Após trabalhar de madrugada, um grupo de funcionários de um mercado caminharam mais de duas horas para tentar encontrar um ônibus e voltar para casa. Tratativas O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) rejeitou a proposta do sindicato patronal, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), de aumento de 12,47% a partir de outubro. A categoria reivindica que o aumento seja retroativo a partir de maio, e também pede que o mesmo reajuste seja aplicado ao vale-refeição e à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A decisão pela greve ocorreu após audiência de conciliação entre o sindicato dos motoristas e o sindicato patronal, realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na tarde desta segunda-feira (13), acabar sem acordo. De acordo com o TRT, o sindicato precisa cumprir uma decisão liminar que determina a operação de 80% da frota de ônibus nos horários de pico, que vão das 6h às 9h e das 16h às 19h, e pelo menos 60% nos demais horários. Em caso de descumprimento, haverá multa diária de R$ 50 mil. O julgamento do dissídio da greve deve ocorrer em reunião mediada pelo TRT nesta quarta-feira (15), às 15h. Em nota, o presidente do SindMotoristas, Valmir Santana da Paz, disse que a categoria rejeitou a proposta patronal porque o reajuste não repõe as perdas causadas pela inflação. “A princípio o setor patronal insistiu em oferecer apenas 10% de reajuste, e ainda de modo parcelado. Agora, ofereceram os 12,47%, mas apenas a partir de outubro, o que é inadmissível. Sem o merecido reconhecimento, motoristas, cobradores e profissionais da manutenção cruzarão os braços nesta terça”, disse o presidente do sindicato. Já o sindicato das empresas do setor declarou, também em nota, que "não tem proposta patronal nesse sentido". "Não houve acordo na reunião de hoje, no TRT. O sindicato patronal, o SPUrbanuss, ofereceu 12,47% de reajuste nos salários e tíquete refeição, a partir de outubro. Eles querem a partir de maio, data-base. Também insistem no PLR e 100% hora extra. Não há proposta patronal nesse sentido. Ficou marcado o julgamento do dissídio para quarta-feira, com o juiz mantendo a liminar já dada à SPTrans de 80% da frota operando nos horários de pico, em caso de paralisação", disse, em nota. O serviço de ônibus metropolitano gerenciado pela EMTU na Grande São Paulo tem operação normal nesta terça-feira (14).

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