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Planos de saúde individuais serão reajustados em 15,5%. Aumento é o maior de todos os tempos
26/05/2022 17:56 em Novidades

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, nesta quinta-feira, um reajuste recorde de 15,5% para os planos individuais e familiares, bem acima da inflação em 12 meses fechados abril que ficou em 12,13%. O maior aumento até então tinha sido aplicado em 2016, de 13,57% .O índice foi divulgado durante reunião extraordinária, teve um único voto contrário, o da diretora Eliane Medeiros, que apesar de dizer reconhecer a seriedade do trabalho e do índice, foi contra o reajuste, sem, no entanto, justificar a sua decisão.O índice é válido para o período entre 1º maio de 2022 e 30 de abril de 2023, para aplicação no aniversário do contrato. É a primeira vez que o percentual é divulgado no mês de sua incidência. Nos outros anos o índice foi divulgado depois da data e aplicado retroativamente.Os oito milhões de contratos individuais e familiares, que representam 16,78% dos 49,35 milhões de usuários da saúde suplementar, são os únicos a terem o aumento limitado pela ANS. Para os contratos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão, vale a livre negociação.

Confira a evolução dos reajustes dos planos de saúde individuais e familiares — Foto: Editoria de Arte

Segundo Cesar Serra, diretor adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação de Operadoras (Diope), da ANS, não seria correto avaliar o reajuste apenas pelo índice deste ano. Uma análise completa, diz, teria que levar em conta os três anos da pandemia. E nesse contexto, destaca, a variação fica abaixo do principal índice de inflação do país que é o IPCA no mesmo período: 14,7% contra 22,58%, medida entre maio de 2019 e abril de 2022, segundado dado do IBGE.-A nova metodologia de reajuste da ANS está em vigor há quatro anos e reflete o que foi feito no ano anterior, por isso, em 2020, apesar do contexto o reajuste foi positivo em 8%, porque era um espelho do que tinha sido feito em 2019, e o do ano passado foi negativo em 8,19% - explica Serra, destacando que o novo cálculo traz um fator de eficiência que tem como efeito reduzir o percentual de reajuste.

A Abramge, associação de planos de saúde, por sua vez, fez uma conta em que pondera que contabilizada a redução de 8,19% , em 2021, e o aumento de 15,5% agora, isso equivaleria a um reajuste de 2,98% em cada um dos anos.- A tendência é que no ano que vem não haja uma variação tem grande e o reajuste volte a um digito como vinha sendo observado pré-pandemia. Este dois anos foram atípicos, por isso não se espera índices similares daqui pra frente - explica Renato Casarotti, presidente da Abramge,No ano passado, a Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), a chamada inflação da saúde, bateu em 22,59%, após retração de 2,1% no primeiro ano de pandemia, segundo Mercer Marsh Benefícios.

 
 
 
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